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A gente gosta de atravessar a cidade em no máximo 15min. Assim estamos próximos de todos os amigos.
A gente gosta de encontrar um conhecido na fila da padaria, assim podemos curtir um bom papo a qualquer hora do dia.
A gente gosta de amarrar laços por aí, sem grandes motivos. Somos filhos de fulanos, irmãos dos ciclanos e amigos de beltranos, você conhece? Sempre havia alguém no meio da história que ambos conheciam. Sempre!
A gente gosta de dar uma voltinha com o Pixel no final da tarde e poder ir colecionando “Olás”, “Como vão?”, “Vamos bem e tu?”…

Levamos um susto com Dublin!
Tão linda, tão cheia de verde, mas tão cheia de gente também, tão grande! Tão gigante pra nós!
Como é possível passar 40min. no ônibus para ir para a escola, mais 40min. pra voltar pra casa todos os dias? Mais tarde, como é possível ainda mais 50min. da escola pro trabalho e 1hr e meia pra chegar em casa e ser impossível almoçarmos e jantarmos juntos, mais ainda, termos que comer um lanche muitas vezes enquanto fazíamos o caminho a pé de uma parada até a outra?
Acabamos por tomar nosso café da manhã dentro do ônibus e dávamos um jeito de nos encontrar em uma das paradas na volta pra casa pra dar tempo de botar o papo em dia, porque ao chegar em casa pelas 22:30hrs a rotina era banho, cama, bom dia! Faz as torradas que eu faço o café na térmica e a gente se olha melhor no ônibus…
De cara, era correria demais pra gente! A gente não viveu, mas a gente sobreviveu! haha
Graças a Deus, agora depois de um ano, nossa rotina tem se adequado e melhorado a cada dia. Agora sim com mais calma, estamos vivendo +)

Conhecemos principalmete muitaaaaas pessoas de SP aqui, quando comentávamos que Dublin era demais pra gente, já sabíamos a reação dos paulistas com aquele riso desentendido: “De onde vocês vem?” (“De Marte?” aposto que pensavam).
“Igrejinha/RS” respondíamos cheios de orgulho!
Mas além de paulistas, acreditem, 95% das pessoas de várias partes do Brasil que encontramos por aqui, conhecem Igrejinha! E nós que achávamos que nem fazia parte do mapa para o restante do país, nos surpreendemos com os cometários:
“Igrejinha é uma cidade linda!”, “Tão bem cuidada é a cara de algumas cidades da Alemanha” ou “Quando voltar para o Brasil vou querer morar lá por perto, vocês moram em uma região abençoada!”, “É um pedacinho da Europa no Brasil”…
Óbvio que temos vários problemas lá, o Brasil está longe de ser um exemplo de qualidade de vida, mas só ouvimos coisas boas a respeito da nossa querida cidade e então o peito estufa de orgulho e o coração chora de saudade!

Mas então, recebemos visitas super especiais de dois paulistas que além de SP também moram nos nossos corações, que nos fizeram parar e observar Dublin com olhos de turistas novamente!
Minha irmã e nosso cunhado bateram perna adoidados com a gente, curtimos tanto, conhecemos vários lugares que também ainda não tínhamos visitado e durante 4 dias o clima foi Dublin! Fez sol mas mais chuva, frio, frio e mais frio!
A gente estava lidando bem com a saudade de casa, a gente vai acostumando… Mas esses dois acordaram na gente algo gigante que estava até então adormecido. Fizeram a gente sentir na pele o quão bom é chegar em casa e ter um rosto familiar te esperando, pra rir contigo, se importar contigo, ouvir histórias malucas do que temos vivido e nos contar outras tantas, lado a lado, sentados no sofá, sem a internet cair no meio da conversa e encerrar uma chamada de vídeo. Fazer acampamento na sala com colchão, cobertor, chimarrão e doce, ou uma pizza e um filme. A vida tão simples que normalmente o dia-a-dia nos deixa mal acostumados a ponto de nem enxergarmos mais direito.
Então quando os deixamos no aeroporto a despedida foi como se fosse a primeira vez, quando eles nos deixaram no aeroporto de SP pra vir pra cá, como quando ainda um dia antes, recebemos vários amigos e vimos nossos irmãos minutinhos antes de ir para o aeroporto de POA, como o Djoni abraçando os pais no meio da cozinha da minha sogra ou eu me despedindo dos meus pais na garagem de casa, com malas e cuia na mão e nós dois tentando apertar o Pixel o máximo que dava ainda alguns minutinhos antes de ir…

E então todas as vezes que nos lembramos disso, nos lembramos também do quão rápido os dias vão passando e no quanto temos que aproveitar os dias aqui, ainda antes de voltar para nossa cidade. São nessas horas que mesmo a caminho do nosso trabalho, que agora mais fácil do que antes, vamos em alguns minutinhos de trem, mantemos os olhos curiosos prestando atenção em tudo nos mínimos detalhes!
Tu já tentou fazer isso?
Então queria te pedir, não importa o lugar do mundo que tu vive,  tenta fazer o mesmo?
É incrível como a visão de “turista” nos faz enxergar lindos detalhes que a rotina nos esconde, são várias novas descobertas nos “velhos” caminhos do dia-a-dia 

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